Pessoas
Quadro insuficiente, falta de capacitação, acúmulo de funções, rotatividade.
O método CIP
O caminho completo que a plataforma percorre com você — o que entra em cada fase, o que sai dela, e por que a ordem importa.
A trilha
A sequência não é arbitrária. Cada fase só é possível porque a anterior produziu alguma coisa concreta — e é isso que impede o retrabalho.
Fase 01
Um formulário público, com link e QR Code, ouve servidores e cidadãos sobre as fragilidades que eles enxergam no dia a dia.
Você monta o questionário a partir do banco de perguntas ou de um template pronto e distribui o link. As respostas chegam identificadas ou anônimas, com controle de duplicidade, e ficam acompanháveis em tempo real — quantos participaram, o que responderam, quais temas mais aparecem.
Fase 02
As respostas viram o documento institucional do Plano de Auditoria, sem redigitação.
As contribuições recebidas são agrupadas em estratos temáticos e consolidadas no documento do PAP com escopo, objetivo, critérios e prazo. O que foi coletado na fase anterior já entra escrito — você revisa e complementa, não começa do zero.
Fase 03
O tema mais crítico é aberto em causas, distribuídas nas seis categorias da espinha de peixe.
Escolhido o estrato que será auditado, as causas são mapeadas em pessoas, processos, sistemas, tecnologia, infraestrutura e eventos externos. É o passo que transforma uma queixa genérica em fatores de risco nomeados, um a um.
Fase 04
Cada causa recebe nota de Gravidade, Urgência e Tendência. A multiplicação dá a prioridade.
As três notas vão de 1 a 5 e se multiplicam, produzindo uma pontuação de 1 a 125 por fator de risco. O resultado é uma ordem de prioridade que não depende de impressão pessoal: ela sai da régua aplicada igualmente a todos os fatores.
Fase 05
A margem de corte separa o que entra no plano do que fica de fora — e a análise final é redigida.
A média das pontuações define a linha de corte. O que está acima entra no escopo da auditoria; o que está abaixo fica registrado como monitoramento. A análise técnica final é redigida sobre os fatores aprovados e exportada em Word e PDF na formatação ABNT.
Fase 3 • Diagrama de Ishikawa
A espinha de peixe existe para forçar a olhar onde não se costuma olhar. Percorrendo as seis categorias, o problema deixa de ser “o setor não funciona” e passa a ter causas nomeadas — que é o que se consegue auditar.
Quadro insuficiente, falta de capacitação, acúmulo de funções, rotatividade.
Fluxos indefinidos, ausência de rotina formal, controles que ninguém executa.
Sistemas que não conversam, dados duplicados, informação que não fecha.
Equipamento defasado, indisponibilidade, dependência de planilha manual.
Espaço físico inadequado, guarda de documentos, condições de trabalho.
Mudança de legislação, exigência de órgão de controle, fatores fora da gestão.
Fase 4 • Matriz GUT
Cada fator de risco levantado no Ishikawa recebe três notas de 1 a 5. Elas se multiplicam, e o resultado — de 1 a 125 — é a prioridade daquele fator.
G
Gravidade
Quanto dói se acontecer
U
Urgência
Quanto tempo temos
T
Tendência
Para onde caminha se nada for feito
1–125
Pontuação do fator
O mesmo critério vale para todos os fatores da mesma auditoria.
| Critério | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
|---|---|---|---|---|---|
| G Gravidade | Sem gravidade | Pouco grave | Grave | Muito grave | Extremamente grave |
| U Urgência | Pode esperar | Pouco urgente | Urgente | Muito urgente | Ação imediata |
| T Tendência | Vai melhorar | Estável | Vai piorar | Piora rápido | Piora imediata |
Fase 5 • Margem de corte
Somadas todas as pontuações e dividido pelo número de fatores, chega-se a um valor: a margem de corte. Fator acima da linha entra no escopo da auditoria; fator abaixo fica registrado, mas em monitoramento.
O cálculo é refeito a cada nota alterada, então dá para simular cenários antes de fechar o plano. A linha também pode ser fixada manualmente ou definida pelos N fatores mais críticos, quando a capacidade da equipe é o fator limitante.
O que muda de verdade não é a conta — é a conversa. Você deixa de defender uma escolha e passa a apresentar um resultado.
A fórmula
soma de todas as pontuações
quantidade de fatores de risco
= margem de corte
Pontuação acima da linha — o fator entra no escopo e ganha questão de auditoria, procedimento e evidência esperada.
Pontuação abaixo da linha — o fator fica documentado como monitoramento, disponível para o exercício seguinte.
O produto final
O plano institucional redigido a partir das contribuições recebidas.
A fundamentação dos fatores de risco aprovados pela Matriz GUT.
Questão de auditoria, risco, critério, procedimento e evidência esperada.
Checklists, entrevistas, solicitações de documentos e papéis de trabalho.
Formatação ABNT NBR 14724 — Times New Roman 12, entrelinha 1,5, margens 3/2/2/3 cm, texto justificado — com capa trazendo o brasão e as cores do município. Pronto para assinar e juntar ao processo.
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