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O método CIP

Da conversa de corredor ao número que sustenta a decisão.

O caminho completo que a plataforma percorre com você — o que entra em cada fase, o que sai dela, e por que a ordem importa.

A trilha

Cinco fases, na ordem em que a auditoria realmente acontece.

A sequência não é arbitrária. Cada fase só é possível porque a anterior produziu alguma coisa concreta — e é isso que impede o retrabalho.

  1. Fase 01

    Coleta de percepções

    Um formulário público, com link e QR Code, ouve servidores e cidadãos sobre as fragilidades que eles enxergam no dia a dia.

    Você monta o questionário a partir do banco de perguntas ou de um template pronto e distribui o link. As respostas chegam identificadas ou anônimas, com controle de duplicidade, e ficam acompanháveis em tempo real — quantos participaram, o que responderam, quais temas mais aparecem.

  2. Fase 02

    Documento do PAP

    As respostas viram o documento institucional do Plano de Auditoria, sem redigitação.

    As contribuições recebidas são agrupadas em estratos temáticos e consolidadas no documento do PAP com escopo, objetivo, critérios e prazo. O que foi coletado na fase anterior já entra escrito — você revisa e complementa, não começa do zero.

  3. Fase 03

    Diagrama de Ishikawa

    O tema mais crítico é aberto em causas, distribuídas nas seis categorias da espinha de peixe.

    Escolhido o estrato que será auditado, as causas são mapeadas em pessoas, processos, sistemas, tecnologia, infraestrutura e eventos externos. É o passo que transforma uma queixa genérica em fatores de risco nomeados, um a um.

  4. Fase 04

    Matriz GUT

    Cada causa recebe nota de Gravidade, Urgência e Tendência. A multiplicação dá a prioridade.

    As três notas vão de 1 a 5 e se multiplicam, produzindo uma pontuação de 1 a 125 por fator de risco. O resultado é uma ordem de prioridade que não depende de impressão pessoal: ela sai da régua aplicada igualmente a todos os fatores.

  5. Fase 05

    Estratificação

    A margem de corte separa o que entra no plano do que fica de fora — e a análise final é redigida.

    A média das pontuações define a linha de corte. O que está acima entra no escopo da auditoria; o que está abaixo fica registrado como monitoramento. A análise técnica final é redigida sobre os fatores aprovados e exportada em Word e PDF na formatação ABNT.

Fase 3 • Diagrama de Ishikawa

Seis categorias para não deixar causa de fora.

A espinha de peixe existe para forçar a olhar onde não se costuma olhar. Percorrendo as seis categorias, o problema deixa de ser “o setor não funciona” e passa a ter causas nomeadas — que é o que se consegue auditar.

Pessoas

Quadro insuficiente, falta de capacitação, acúmulo de funções, rotatividade.

Processos

Fluxos indefinidos, ausência de rotina formal, controles que ninguém executa.

Sistemas

Sistemas que não conversam, dados duplicados, informação que não fecha.

Tecnologia

Equipamento defasado, indisponibilidade, dependência de planilha manual.

Infraestrutura

Espaço físico inadequado, guarda de documentos, condições de trabalho.

Eventos externos

Mudança de legislação, exigência de órgão de controle, fatores fora da gestão.

Fase 4 • Matriz GUT

A mesma régua para todos os fatores.

Cada fator de risco levantado no Ishikawa recebe três notas de 1 a 5. Elas se multiplicam, e o resultado — de 1 a 125 — é a prioridade daquele fator.

G

Gravidade

Quanto dói se acontecer

U

Urgência

Quanto tempo temos

T

Tendência

Para onde caminha se nada for feito

1–125

Pontuação do fator

A régua de pontuação

O mesmo critério vale para todos os fatores da mesma auditoria.

Critério 1 2 3 4 5
G Gravidade Sem gravidade Pouco grave Grave Muito grave Extremamente grave
U Urgência Pode esperar Pouco urgente Urgente Muito urgente Ação imediata
T Tendência Vai melhorar Estável Vai piorar Piora rápido Piora imediata

Fase 5 • Margem de corte

A linha que separa o plano do monitoramento.

Somadas todas as pontuações e dividido pelo número de fatores, chega-se a um valor: a margem de corte. Fator acima da linha entra no escopo da auditoria; fator abaixo fica registrado, mas em monitoramento.

O cálculo é refeito a cada nota alterada, então dá para simular cenários antes de fechar o plano. A linha também pode ser fixada manualmente ou definida pelos N fatores mais críticos, quando a capacidade da equipe é o fator limitante.

O que muda de verdade não é a conta — é a conversa. Você deixa de defender uma escolha e passa a apresentar um resultado.

A fórmula

soma de todas as pontuações

quantidade de fatores de risco

= margem de corte

  • Sim

    Pontuação acima da linha — o fator entra no escopo e ganha questão de auditoria, procedimento e evidência esperada.

  • Não

    Pontuação abaixo da linha — o fator fica documentado como monitoramento, disponível para o exercício seguinte.

O produto final

O que você tem na mão ao fim do processo.

Documento do PAP

O plano institucional redigido a partir das contribuições recebidas.

Análise técnica da estratificação

A fundamentação dos fatores de risco aprovados pela Matriz GUT.

Matriz de planejamento

Questão de auditoria, risco, critério, procedimento e evidência esperada.

Instrumentos de execução

Checklists, entrevistas, solicitações de documentos e papéis de trabalho.

Tudo exportável em Word e PDF

Formatação ABNT NBR 14724 — Times New Roman 12, entrelinha 1,5, margens 3/2/2/3 cm, texto justificado — com capa trazendo o brasão e as cores do município. Pronto para assinar e juntar ao processo.

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